Pés e pés numa correria interminável, uma espera terrível por algo que simplesmente me faça parar, me faça sorrir. Mais pés e pés, isso é um mundo difícil.
Como o pó, e como o ar. Craseando tudo, confundindo as entranhas...
sábado, 28 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Suor
Suor escorrendo em abundância pela face, uma mochila extremamente pesada. Momento esmagadoramente difícil, tenho eu mil motivos para reclamar da vida. Mas, que vida? Estou viva, sei muito bem, mas que vida é a que eu tenho para poder reclamar? Vida é o ato de viver? Mas viver é a mesma coisa de ser um nada, porque viver só não basta.
Passo a mão pela milésima vez na testa, que bosta de calor! Mas eu não rogo praga pro tempo não, eu não tenho esse direito, porque o respeito deve ser mantido, principalmente o respeito pelas condições que me proporcionaram a viver, e vivendo eu posso assim fazer uma existência.
Existência não é você nascer agora e morrer daqui setenta anos (para um chute alto de expectativa de vida, claro, hoje bem que se pode, tem mais química do que sentimentos), isso é vida, limitada, patética, sem graça e muito, mas muito mesmo, incômoda. Penso eu, que hoje há milhares, trilhares e tamanho o número que eu não quero saber, de pessoas vivendo. Logo, penso eu, que se estas tantas pessoas fizessem algo por elas e pelas outras eu viveria num paraíso.
Mesmo com esse sol me ferrando a pele, eu estou bem, porque estou sozinha, mas quando olho na rua, eu me sinto mal, porque nem vejo mais nada que ali respire e me dá uma inspiração para sorrir, mesmo sabendo que as 90% das pessoas que olharem pra mim me acharão besta e louca.
Alguns creem que há um lugar esmagadoramente ruim para se viver, e que esta em outro plano universal, outro espaço. eu lhes digo, se há lugar pior do que este que sujamos, infectamos e adoentamos, então meu querido, acho que estamos perdidos.
Mais suor, que maravilha, mais suor, canso de ficar limpando, que soa! Nem ligo, isso não vai mudar nada. Mas nós podemos mudar tudo!
Eu continuo andando, me perdendo no asfalto, e tentando com as minhas forças imaginar que aquilo um dia esteve sadio, e sonhando com um futuro aonde eu possa sorrir sem medo de ser repreendida ou julgada, um futuro aonde eu possa andar descalça sem medo de ficar doente, um futuro aonde pessoas serão todas bonitas e não haverá mais distinção por grupo, um futuro aonde as pessoas se abraçarão porque gostam-se mutuamente e não por cordialidade. Um futuro aonde tudo tenha por base o respeito a uma existência digna de seres capazes que somos.
domingo, 22 de abril de 2012
Quando a chuva bate em meu rosto, eu peço desesperadamente para que eu possa acreditar, peço para que eu sinta algo mais do que a chuva molhada no meu rosto, sinta algo além daquelas gotas que em vezes vem sozinhas, ou não.
Eu poderia andar na rua por todo este tempo, trombando no passado, e olhando friamente e depois ele me atacando com toda sua força. E depois caminhando de novo, já reconstruída, a chuva, com a roupa encharcada, com a alma sendo lavada, e com o coração duro.
É um absurdo que eu não possa acreditar nisto tudo, egoísmo? Ou auto-proteção? O que realmente estou fazendo sem perceber, será que é isso que vai mudar?
Eu tenho muito pouco de vida, e quero vivê-la a tanto, que eu quero envelhecer, envelhecer rápido demais, para viver rápido demais, e não ter tempo de pensar, que eu realmente começo a me arrepender do que eu pedi em momentos de desespero.
Queria sentir algo mais, do que essa dor rotineira, e do que a chuva molhando meu rosto, que esboça um sorriso que nem sabe o que quer dizer.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Pedro Da Boca Linda
Pedro Júlio De Lima.
Jovem, de médio porte, bonito até. Estudioso no que lhe interessa, interesseiro por natureza. Uma boa pessoa, um bom filho quando não esta bebendo ou conversando sobre o que deve ser sua vida. Deve ter tido boas namoradas, pois é bem humorado.
Morto.
Melhor dito, assassinado. Por quem?
Por mim, Mário José Cazamir. Um grande assassino na minha visão.
Matei Pedro ontem, quando ia apenas (juro pela minha mãe que nem sabe onde está agora) comer um bolo e tomar café com leite. Vi Pedro sentado a uma mesinha no canto do estabelecimento, na janela. Gosto daquele lugar, mas não senti raiva porque ele estava lá. Apenas olhei, e imediatamente naquela boca perfeita, encontrei um desejo, de não só beijá-la, mas de tê-la para mim.
Imediatamente, recorri as técnicas mais apropriadas naquele momento, me fiz de simples, e sente em um lugar onde pudesse ver aquele jovem sem ele saber que eu o via. Pedi bolo de chocolate com cobertura de limão e café com leite. Enquanto comia, observei seus gestos, e tentei entender algo do que ele dizia em constantes vezes que atendeu ao telefone.
Após uma meia hora, deduzi que ele daqui a algum instante sairia, e eu perderia aquela boca. Chamei a garçonete e lhe disse que deveria entregar uma torta de chocolate com morango, a especial da casa, àquele jovem ali. E entregue-lhe um bilhete que dizia assim "coma, que eu já venho lhe sorrir". Não tive medo de o jovem se constranger ou se assustar, eu sabia bem observar, e vi naqueles gestos uma mania triste de viver aventuras.
Enquanto o bilhete era levado, a torta provavelmente comida, fui ao banheiro, e me ajeitei. Um visual estudante descolada, mas sem exacerbo, apenas muita naturalidade.
Sai do banheiro e em passos indecisos fui até a mesa do jovem, e depois disso iniciou-se aquele jogo que já conhecemos decorado e passado pela mídia, que muitas vezes não dá certo, mas com muito esforço, se consegue.
Dali duas horas, estávamos em meu apartamento, fazendo aquelas coisas que jovens fazem. Até que eu me cansei de beijar aquela boca, ela era linda e perfeita, mas ela não me beijava como eu queria que me beijasse, então passou ao desejo de tê-la, simplesmente tê-la.
Assim, disse que ia ao banheiro. Peguei um peso de papel sobre a mesa do computador, algo maciço que provavelmente o desacordaria. Voltei a sala, e enquanto ele me apalpava, com a força que pude taque-lhe o objeto na nuca, e ele tombou, meio zonzo, mas tombou. Aproveitei e peguei a vassoura e lhe dei mais um apancada a fim de que ele não atrapalhasse meu serviço.
Quando Pedro acordou, assim o descobri, após mexer em sua carteira enquanto o esperava. Precisava lhe dar uma satisfação sobre o que iria fazer. Quando ele acordou, meio assustado, lhe disse.
-Eu amo a tua boca. Não me pergunte como ou o porquê, mas apenas sei que a amo. Preciso tê-la, mas me entenda, não preciso de você, e acredito que uma pessoa a mais, uma a menos, não faz diferença não é mesmo? E também odeio pegar ônibus cheios quando volto do trabalho, certamento menos um me fará diferença.
Com isso, lhe injetei alguma droga que algum amigo meu me vendeu algum dia, e ele desacordou, dormiu, e a partir daquele momento eu sabia que ela não sentiria nada. Com algumas técnicas que meu pai, marceneiro me ensinou, e claro com muita dificuldade, pois vertia sangue a todo momento, lhe tirei a boca.
Pedro ficou feio, realmente feio. E pelo o que pude conhecer dele, ele realmente detestaria ficar sem boca ou ter uma boca que não fosse aquela. Então, o matei com a pistola que herdei de papai.
Hoje, Pedro deve estar digerido por algum cachorro da rua. Meu vizinho tem um moedor potentíssimo de carne, e o pedi emprestado, para moer Pedro. Os ossos que não foram moídos, eu limpei e guardei para meu próximo enfeite entalhado na parede do quarto.
Matei Pedro Júlio De Lima, mas lhe digo que sei que ele ficou feliz, pois sua boca é vista todo dia, e muito adorada.
Jovem, de médio porte, bonito até. Estudioso no que lhe interessa, interesseiro por natureza. Uma boa pessoa, um bom filho quando não esta bebendo ou conversando sobre o que deve ser sua vida. Deve ter tido boas namoradas, pois é bem humorado.
Morto.
Melhor dito, assassinado. Por quem?
Por mim, Mário José Cazamir. Um grande assassino na minha visão.
Matei Pedro ontem, quando ia apenas (juro pela minha mãe que nem sabe onde está agora) comer um bolo e tomar café com leite. Vi Pedro sentado a uma mesinha no canto do estabelecimento, na janela. Gosto daquele lugar, mas não senti raiva porque ele estava lá. Apenas olhei, e imediatamente naquela boca perfeita, encontrei um desejo, de não só beijá-la, mas de tê-la para mim.
Imediatamente, recorri as técnicas mais apropriadas naquele momento, me fiz de simples, e sente em um lugar onde pudesse ver aquele jovem sem ele saber que eu o via. Pedi bolo de chocolate com cobertura de limão e café com leite. Enquanto comia, observei seus gestos, e tentei entender algo do que ele dizia em constantes vezes que atendeu ao telefone.
Após uma meia hora, deduzi que ele daqui a algum instante sairia, e eu perderia aquela boca. Chamei a garçonete e lhe disse que deveria entregar uma torta de chocolate com morango, a especial da casa, àquele jovem ali. E entregue-lhe um bilhete que dizia assim "coma, que eu já venho lhe sorrir". Não tive medo de o jovem se constranger ou se assustar, eu sabia bem observar, e vi naqueles gestos uma mania triste de viver aventuras.
Enquanto o bilhete era levado, a torta provavelmente comida, fui ao banheiro, e me ajeitei. Um visual estudante descolada, mas sem exacerbo, apenas muita naturalidade.
Sai do banheiro e em passos indecisos fui até a mesa do jovem, e depois disso iniciou-se aquele jogo que já conhecemos decorado e passado pela mídia, que muitas vezes não dá certo, mas com muito esforço, se consegue.
Dali duas horas, estávamos em meu apartamento, fazendo aquelas coisas que jovens fazem. Até que eu me cansei de beijar aquela boca, ela era linda e perfeita, mas ela não me beijava como eu queria que me beijasse, então passou ao desejo de tê-la, simplesmente tê-la.
Assim, disse que ia ao banheiro. Peguei um peso de papel sobre a mesa do computador, algo maciço que provavelmente o desacordaria. Voltei a sala, e enquanto ele me apalpava, com a força que pude taque-lhe o objeto na nuca, e ele tombou, meio zonzo, mas tombou. Aproveitei e peguei a vassoura e lhe dei mais um apancada a fim de que ele não atrapalhasse meu serviço.
Quando Pedro acordou, assim o descobri, após mexer em sua carteira enquanto o esperava. Precisava lhe dar uma satisfação sobre o que iria fazer. Quando ele acordou, meio assustado, lhe disse.
-Eu amo a tua boca. Não me pergunte como ou o porquê, mas apenas sei que a amo. Preciso tê-la, mas me entenda, não preciso de você, e acredito que uma pessoa a mais, uma a menos, não faz diferença não é mesmo? E também odeio pegar ônibus cheios quando volto do trabalho, certamento menos um me fará diferença.
Com isso, lhe injetei alguma droga que algum amigo meu me vendeu algum dia, e ele desacordou, dormiu, e a partir daquele momento eu sabia que ela não sentiria nada. Com algumas técnicas que meu pai, marceneiro me ensinou, e claro com muita dificuldade, pois vertia sangue a todo momento, lhe tirei a boca.
Pedro ficou feio, realmente feio. E pelo o que pude conhecer dele, ele realmente detestaria ficar sem boca ou ter uma boca que não fosse aquela. Então, o matei com a pistola que herdei de papai.
Hoje, Pedro deve estar digerido por algum cachorro da rua. Meu vizinho tem um moedor potentíssimo de carne, e o pedi emprestado, para moer Pedro. Os ossos que não foram moídos, eu limpei e guardei para meu próximo enfeite entalhado na parede do quarto.
Matei Pedro Júlio De Lima, mas lhe digo que sei que ele ficou feliz, pois sua boca é vista todo dia, e muito adorada.
Não É Tão Assim Interessante
Não é tão interessante assim a tua loucura.
Loucuras interessantes são aquelas que tem algum propósito ou ideal que faça valer a pena dispensar alguns minutos de sua vida para refletir sobre. A tua, infelizmente não é. É cansativa, atrapalhada e exacerbada. Muitas vezes não leva a nada que não seja o teu bem estar, sempre como você o vê. É chata esta tua loucura, gritante e oleosa.
Não sacode poeira, não levanta espírito que não seja a nossa conjunta e dolorida dor de cabeça.
Todos temos potencial para entrar em um túnel psicológico e nos perder por lá, você também, mas você saiu do túnel perdido, mas perdido porque assim você se garante melhor. Não é tão confuso assim, você viver neste teu extremo de mil coisas girando em torno de você vinte e quatro horas. Não pensa que estas coisas também, pela ordem natural de tudo, deve ter mais outras coisas girando em torno delas, e assim por diante?
Não estamos nessa, porque nós temos um propósito ou criamos conceitos que são aproveitados durante a nossa loucura. Você, não.
Esta tua loucura de carência é vergonhosa, não que eu me importe com isso(acredito que a vergonha é a melhor terapia para qualquer um se sentir melhor e ter orgulho de si mesmo), mas não vê que isto não leva a nada? Comer, não é produtivo. Se você escrevesse, compusesse, ou criasse qualquer coisas seria mais produtivo do que ficar participando da tua vida, que é só tua, e só pode ser tua.
A tua loucura é egoísta, porque você é o único boneco que constantemente se mexe. Os outros são aqueles que aparecessem na sua vez de aparecer, e depois são deixados de lado para esfriar, até que novamente se façam necessários.
Sinto em lhe dizer, mas esta loucura que você me faz crer para mim é tão esquisita, mas tão esquisita!, que eu sento e penso, e a única coisa que vejo é você.
Loucuras interessantes são aquelas que tem algum propósito ou ideal que faça valer a pena dispensar alguns minutos de sua vida para refletir sobre. A tua, infelizmente não é. É cansativa, atrapalhada e exacerbada. Muitas vezes não leva a nada que não seja o teu bem estar, sempre como você o vê. É chata esta tua loucura, gritante e oleosa.
Não sacode poeira, não levanta espírito que não seja a nossa conjunta e dolorida dor de cabeça.
Todos temos potencial para entrar em um túnel psicológico e nos perder por lá, você também, mas você saiu do túnel perdido, mas perdido porque assim você se garante melhor. Não é tão confuso assim, você viver neste teu extremo de mil coisas girando em torno de você vinte e quatro horas. Não pensa que estas coisas também, pela ordem natural de tudo, deve ter mais outras coisas girando em torno delas, e assim por diante?
Não estamos nessa, porque nós temos um propósito ou criamos conceitos que são aproveitados durante a nossa loucura. Você, não.
Esta tua loucura de carência é vergonhosa, não que eu me importe com isso(acredito que a vergonha é a melhor terapia para qualquer um se sentir melhor e ter orgulho de si mesmo), mas não vê que isto não leva a nada? Comer, não é produtivo. Se você escrevesse, compusesse, ou criasse qualquer coisas seria mais produtivo do que ficar participando da tua vida, que é só tua, e só pode ser tua.
A tua loucura é egoísta, porque você é o único boneco que constantemente se mexe. Os outros são aqueles que aparecessem na sua vez de aparecer, e depois são deixados de lado para esfriar, até que novamente se façam necessários.
Sinto em lhe dizer, mas esta loucura que você me faz crer para mim é tão esquisita, mas tão esquisita!, que eu sento e penso, e a única coisa que vejo é você.
Mil Coisas Me Fascinam, Mil Coisas Não Me Levam A Nada
Os começos são extremamente difíceis. Depois dizem que os meios são apenas os meios, e não importunam muito. O fim, ele sim deve ser cuidadosamente trabalhado, para que se chegue a uma conclusão ou em um desfecho magnífico.
Duas da tarde, um sol extremamente infernal, se existe um Inferno quente, provavelmente deve ser como este em que habito. Cá estou, sentado numa cadeira, escrevendo relatórios sobre o maldito divórcio que enfim, terminou. Olho pela janela, e vejo mil pessoas, e mil coisas. Se um otimista olhasse pela minha janela, veria mil interesses, mil oportunidades e uma paisagem totalmente deslumbrante. Eu, vejo apenas mil coisas sem significado e sem nenhum, interesse, que só passam a me interessar a partir do momento em que entram nesta sala e me tragam trabalho, que gera remuneração, que me gera conforto.
Não sou assim, fiquei assim. Houve uma época em que cheguei nas ruas desta cidade e achei mil coisas maravilhosas, mil pessoas maravilhosas e deslumbrantes em roupas e com chapéus e óculos totalmente novos para mim. Mil carros e mil coisas para conhecer. Neste dia, achei que precisaria de uma vida toda, e com sorte, conseguiria olhar tudo o que tinha de diferente neste lugar e conhecer todas as coisas diferentes que habitam este lugar.
Por muito tempo foi assim, eu acreditando que obteria conhecimento todos os dias, infinitamente, e que isso seria a coisa mais maravilhosa do mundo. E por algum tempo assim foi. Conheci lugares, comidas. bebidas, pessoas e gestos. E a cada vez mais, eu me lambuzava e queria mais me lambuzar.
Mas de repente tudo parou, quando eu comecei a investigar mais fundo sobre tudo e ao mesmo tempo. Minha cabeça não se cansou, mas ela virou-se para o espelho e me vi. Há muito tempo que eu não olhava para um espelho sem a ideia de checar a aparência. Mas por algum motivo ou por simplesmente nada, eu me virei naquele dia de trabalho para o espelho perto da porta de minha casa.
Estagnei diante daquilo. Era eu? Aquelas eram minhas roupas agora? Eu sorria assim? Quem realmente era aquele no espelho? Me lembrei da primeira vez em que vim a esta cidade, tão diferente era. Minha aparência era única, era apagada perto de todas aquelas pessoas; meus gestos eram rústicos. Eu era um ser diferente de tudo aquilo que via. Tudo era diferente do que via.
Mas depois de tanto tempo aqui, conhecendo tanta coisa, hoje eu percebo que todos somos iguais, e o exacerbo de estilo não significa nada mais do que um produto, um produto a qual se dedica muito tempo e algum esforço.
Neste dia diante do espelho me frustei, porque entendi que quanto mais quisesse conhecer, menos conheceria, porque jamais tentei me conhecer e acreditei que aquilo que eu era seria aquilo que eu poderia e deveria me orgulhar.
Hoje, meio tonto de tanta coisa diferente mas sem sentido, passos os dias quentes e horrorosos nesta sala, e quando olho pela janela vejo mil coisas, que de tanta variedade me cansa por não levar em nada que dure uma vida.
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